Cirurgias e doenças comuns
no aparelho digestivo

Abaixo, você verá uma relação com os problemas mais freqüentes encontrados no aparelho digestivo humano, seus sintomas, diagnósticos, características e opções de tratamento, todas elas atendidas no Centro de Cirurgia Avançada do Dr. Marcelo Salem.

Apendicite aguda

Apendicite aguda é a inflamação do apêndice cecal, estrutura localizada junto ao inicio do intestino grosso, no ceco, que fica na região inferior direita do abdome.

SINTOMAS

A apendicite aguda pode se apresentar nas mais diversas formas. O mais comum é a dor abdominal, inicialmente na região superior do abdome ou generalizada, tornando-se localizada em seguida preferencialmente na região inferior direita. Pode vir acompanhada de náuseas, vômitos, diminuição do apetite e febre. A doença é mais freqüente em jovens, mas pode acometer pacientes de qualquer idade.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é essencialmente clínico. Os exames laboratoriais ou radiológicos podem eventualmente confirmar a apendicite aguda ou ainda excluir outras doenças que podem se apresentar de maneira muito semelhante, como alterações ginecológicas e urinárias.

TRATAMENTO

Atualmente a cirurgia pode ser realizada por via laparoscópica, que permite a visualização de toda a cavidade peritonial, importante principalmente nos casos em que não há certeza absoluta de que se trata de uma apendicite aguda. O processo cirúrgico permite ainda uma excelente limpeza na presença de secreção purulenta, além de proporcionar menos dor no pós-operatório e um rápido retorno às atividades pessoais e profissionais.

Cálculos da Vesícula Biliar

A VESÍCULA

A vesícula biliar é o órgão responsável por concentrar e armazenar a bile, líquido produzido pelo fígado que é liberado no intestino durante a passagem dos alimentos. A bile tem como principal função auxiliar a digestão e absorção das gorduras.

A DOENÇA

A formação de cálculos (pedras) na vesícula biliar pode ocorrer ocasionalmente. É mais comum em mulheres, obesos, diabéticos e idosos, mas há casos registrados em jovens, não obesos e homens. A Vesícula com cálculos perde a capacidade de funcionar normalmente.

Os cálculos na vesícula podem causar levar as seguintes condições:

Colecistite crônica (inflamação crônica da vesícula), cujos sintomas principais são: episódios de dor abdominal em cólicas, principalmente após a ingestão de alimentos gordurosos.

Colecistite aguda, que é a inflamação aguda da vesícula, tornando-a aumentada, com as paredes espessadas, impedindo a saída de bile, algumas vezes com pus. Os sintomas são: dor no quadrante superior direito do abdome, febre, as vezes náusea e vômitos. Esta situação precisa ser tratada com urgência.

Coledocolitíase e pancreatite aguda: quando um dos cálculos que estão na vesícula saem dela e ocupam a árvore biliar, obstruindo a passagem da bile produzida pelo fígado pode ocorrer icterícia (a pele e mucosas ficam amareladas) e/ou pancreatite. Estas situações também requerem tratamento de urgência.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito através dos sintomas e confirmado com a realização de ultra-sonografia abdominal.

TRATAMENTO

Com o diagnóstico confirmado, o tratamento é a colecistectomia (retirada da vesícula biliar). Na maioria dos casos essa cirurgia pode ser realizada por via laparoscópica, com as vantagens de proporcionar período de internação reduzido, menos dor no pós-operatório e retorno mais rápido às atividades pessoais e profissionais.

Hérnia de Hiato

A DOENÇA

Hérnia de Hiato é o deslocamento do estômago da sua posição original para o tórax através do orifício no diafragma chamado Hiato Esofágico. Este orifício normalmente permite a passagem do esôfago, do tórax ao abdome.

SINTOMAS

Geralmente causa refluxo do conteúdo gástroduodenal para o esôfago. Em condições normais, este refluxo acontece em pequenas quantidades. Quando o refluxo aumenta, pode acontecer a inflamação da mucosa esofágica, que se apresenta na forma de dor - geralmente em queimação - localizada na parte central do tórax, além da regurgitação de alimentos É importante salientar que o refluxo pode ocorrer na presença ou na ausência da hérnia hiatal. Entretanto, a principal causa da doença de refluxo gastro-esofágico é a hérnia de hiato diafragmático.

COMPLICAÇÕES

Se não tratado o refluxo constante pode levar a várias complicações como úlcera, hemorragia, estreitamento do esôfago, pneumonia, bronquite e até mesmo um aumento de risco de câncer de esôfago.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de hérnia hiatal é confirmado através de endoscopia e radiografia de contraste. A presença da lesão no esôfago é diagnosticada por meio de endoscopia e biópsia. Outro exame muito utilizado é o monitoramento do "pH" esofágico para confirmar a presença de refluxo.

TRATAMENTO CLÍNICO

O tratamento clínico é aplicado quando o refluxo é pequeno. O objetivo é reduzi-lo com alteração da dieta, orientação postural, medicamentos anti-ácidos e pró-cinéticos. No caso de refluxo intenso com complicações ou sintomas persistentes ou ainda no insucesso do tratamento clínico, opta-se pela cirurgia.

TRATAMENTO CIRÚRGICO

A cirurgia consiste em corrigir a hérnia, corrigir as dimensões do hiato esofágico e criar uma válvula que proteja o esôfago do refluxo gástrico. Na maioria dos casos, pode-se realizar a cirurgia por via laparoscópica, com todas as vantagens deste método.

Hérnia Inguinal

Hérnia Inguinal pode ser definida como a protrusão (deslocamento de um orgão da sua posição original) de vísceras ou estruturas anatômicas da cavidade abdominal através de pontos de fraqueza da parede localizados na região inguinal (virilha).

SINTOMAS

O quadro clínico é de abaulamento na região inguinal, podendo ou não apresentar sinais de dor e piora aos esforços. É reversível quando o paciente deita ou corrige o abaulamento com a mão. Com o tempo, a hérnia pode tornar-se cada vez maior e mais dolorida, caminhando para a irreversibilidade.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é essencialmente clínico e visual.

COMPLICAÇÕES

Além do incômodo do abaulamento, existe o risco de ocorrer um aprisionamento da estrutura herniada podendo levar à isquemia - falta de irrigação sanguínea adequada do local provocando necrose desta estrutura.

TRATAMENTO

Diversas técnicas podem ser utilizadas no tratamento das hérnias inguinais, através de um pequeno corte na região da virilha ou através de vídeo-laparoscopia. Na maioria delas coloca-se uma tela, o que diminui muito os índices de recidiva.

Doença hemorroidária (Hemoróidas)

Hemorróidas são dilatações dos vasos sanguíneos da região anal (varizes). Podem aparecer quando houver aumento da pressão nas veias da região anal dificultando a circulação do sangue e dilatando os vasos. Isto geralmente ocorre pelo maior esforço para a eliminação das fezes secas e endurecidas. Um dos principal fatores que contribuem para o aparecimento ou agravemnto das hemorróidas é a constipação intestina l( prisão de ventre). Outros fatores são a idade avançada, hereditariedade, esforços exageradosem levantar objetos pesados, gravidez e obesidade.

SINTOMAS

Nem todas as pessoas apresentam sintomas. Hemorróidas não costumam ser perigosas ou representar um risco para vida, mas ao primeiro sinal de um dos sintomas deve-se consultar um médico, para se fazer o diagnóstico correto e o diferencial com outras doenças como câncer do ânus e condiloma anal.Os principais sintomas das hemorróidas são: sangramento, dor, ardência anal, prolapso (exteriorização das hemorróidas para fora do ânus), excreção de muco pelo ânus e prurido (coceira) anal.

DIAGNÓSTICO

É realizado através da anamnese (história do paciente) e exame clínico proctológico feito no consultório (Inspeção do ânus, toque retal e anuscopia).

TRATAMENTO

Pode ser clínico ou cirúrgico.Existem várias técnicas para o tratamento cirúrgico como: Ligadura interna dos mamilos hemorroidários, Hemorroidectomia (ressecção dos mamilos hemorroidários) aberta (sem pontos) ou fechada (com pontos) e usando-se o grampeador circular PPH (Procedimento para o prolapso hemorroidário) que reduz e fixa a mucosa do canal anal, evitando o prolapso e diminuindo o fluxo sanguíneo para as hemorróidas internas . A vantagem deste método é a menor dor pós-operatória com retorno mais rápido do paciente às suas atividades.

Fissura Anal

Fissura anal é um pequeno corte na mucosa que reveste o ânus. Pode causar dor anal, sangramento ou prurido, de intensidade variável, durante ou após a evacuação. Geralmente é causada por uma evacuação difícil com fezes endurecidas. Outras vezes o stress, diarréia ou inflamação da região anal podem também ser responsáveis pelo aparecimento da fissura anal.

DIAGNÓSTICO

É clínico, realizado através do exame proctológico.

TRATAMENTO

O tratamento inicial pode ser clínico e consiste em fibras na alimentação, banhos de assentos e cremes cicatrizantes, deve-se fazer uma reavaliação, pois outras patologias podem causar sintomas semelhantes.O tratamento cirúrgico consiste em uma pequena esfincterotomia anal para relaxamento do esfíncter do ânus.

 
 

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